14 de outubro de 2020

Do desapego

        Félix Elvas Pequeno

      Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, o nosso dinheiro, o nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de sabão; senão, estará em contínua miséria e agonia. Essas bolhas de sabão não se importam por estar apegado a elas. Elas continuam arrebentando e desaparecendo no ar e deixando-o para trás com o coração ferido, com um fracasso. Elas deixam-no triste, amargo...Elas transformam a sua vida num inferno. 

       Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de si. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo. Não se agarre a nada.  Se começar a desprender-se, uma tremenda libertação de energia acontecerá dentro de si. A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar — nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia. Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, encontra-se sereno, calmo e numa alegria subtil. Haverá um riso no seu ser. (…) Se tornar-se desapegado, será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E rirá de si mesmo, porque também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho...

(Síntese do texto de Osho feito por Félix Pequeno). Abraços...


"Sou apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer."

"Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos.

Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres."

"Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista. Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída."

(Clarice Lispector)


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