3 de fevereiro de 2020

Sobre a psicoterapia de base psicanalítica

     Félix Elvas Pequeno

          A psicoterapia tem hoje, seu uso difundido e conta com várias linhas de abordagens diferentes. As mais difundidas são as de base psicanalítica, que surgiram com trabalhos de Sigmund Freud na virada do século XIX para século XX, com vários seguidores como Melaine Klein, Bion, Lacan entre outras. A Psicoterapia Breve de base psicanalítica, através de métodos e técnicas psicanalíticas, visa atingir os problemas emocionais mais prementes que possam ser solucionados em curto prazo. Sua eficácia depende, sobretudo, da motivação do paciente e sua disposição em mudar seu mundo mental. Esta é a chave para se obter resultados positivos satisfatórios nesta abordagem.
           Apesar do termo “breve” remeter à ideia de tratamento de curta duração, esse tipo de psicoterapia possui outras características, entre elas, a do estabelecimento de um foco, ou seja, suas ações são voltadas para as queixas principais (motivos da procura), estando centrada na superação de sintomas e vivências atuais e para a solução de conflitos que se configuram como prioridades para o paciente. Outra característica é que por conta da emergência/urgência e/ou importância do problema focal há maior atividade do psicoterapeuta (intervenção mais ativa) exigindo dele a capacidade de associar o rigor da técnica ao referencial teórico.
           Trata-se de técnica, com características próprias e não simplesmente encurtamento do processo psicoterápico. Envolve o uso de técnicas focais, exigindo formação, experiência e competência por parte do psicoterapeuta. O paciente revive situações traumáticas do passado, sentimentos reprimidos, conflitos, impasses e situações inacabadas agora experimentados na relação transferencial com o psicoterapeuta, num contexto de segurança, aceitação e ausência de censura. A partir desta interação o paciente pode chegar à reformulação, reparação ou superação de seus conflitos.
            Cabe ao psicoterapeuta o acompanhamento e avaliação da evolução do processo e, em caso de necessidade de aprofundamento, por opção do paciente em dar continuidade ao processo de autoconhecimento, podemos partir para investigar as a causas dos seus sintomas, agora, com a Psicanálise.

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