5 de janeiro de 2020

A cada momento, a cada instante...


         Félix Elvas Pequeno

      Guimarães Rosa escreveu Grande Sertão: Veredas em 1956. A obra, uma das mais importantes da literatura brasileira, é elogiada pela linguagem e pela originalidade de estilo presentes no relato de Riobaldo, ex-jagunço que relembra suas lutas, seus medos e o amor reprimido por Diadorim. Num determinado momento Riboaldo fala: “Cada hora, de cada dia, a gente aprende uma qualidade nova de medo.” 
      Interessante, por que ainda hoje ocorre algo semelhante: a cada momento, a cada instante, a cada notícia, nós temos um novo medo. Então, a angústia humana ela aumenta todo dia, toda hora, porque sempre tem uma ameaça, sempre tem um medo, sempre tem uma história que nos confunde... 

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