25 de setembro de 2019

ID, EGO e SUPEREGO: as vozes dentro das nossas mentes

Félix Elvas Pequeno

          No momento de tomar alguma decisão, quantos de nós já não “ouviu” conselhos dentro de nossas mentes que diziam aquilo que deveríamos fazer: “Vai lá, faça isso que você vai gostar” e, ao mesmo tempo, “não faça isso, pois não é certo”. Se a mente é uma só, como que podemos ter esse embate de posicionamentos dentro de nossa cabeça? A nossa mente é dividida basicamente em duas partes: consciente e inconsciente. Metaforicamente falando, a parte consciente seria a parte visível de um iceberg, ou seja, apesar de nítido, representaria um pequeno, insignificante e superficial traço de nossa personalidade. Enquanto a maior parte,seria o inconsciente o lado submerso do iceberg, estaria oculto e conteria os nossos instintos.
             Em 1923, Freud definiu a existência do id, ego e superego. ID: representa os processos primitivos do pensamento e as características atribuídas ao sistema inconsciente. É regido pelo princípio do prazer imediato, se apresenta na forma de instintos que impulsionam o organismo, estando relacionado a todos os impulsos não civilizados, de tipo animal. Seria a voz que diria em nossa cabeça “Se está com vontade, vá e faça”. É o “querer”.
              EGO: surge por volta dos 2 ou 3 anos de idade e atua de acordo com o princípio da realidade, estabelecendo o equilíbrio entre as reivindicações do id e as exigências do superego com relação ao mundo externo. O ego localiza-se na zona consciente da mente. Enquanto o id e o superego são as vozes antagônicas, o ego é o responsável pela tomada de decisão.
               SUPEREGO: é a parte que reprime o id, representando os pensamentos morais e éticos civilizados. Origina-se do complexo de Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. O superego surge a partir dos 4 ou 5 anos de idade. É a entidade psíquica que supervisiona o cumprimento das regras morais é o nosso indicativo interno das normas e valores sociais, e a noção do bem e do mal que foram transmitidos pelos pais à criança. O superego seria a voz que diria “não faça isso, pois não é certo”. É o “dever”.
         Freud acreditava que estas estruturas da psique existem em absolutamente todas as pessoas, claro que cada uma à sua própria maneira, mas essas estruturas são partes indispensáveis do processo mental. No entanto, Freud também acreditava que a luta entre o id, o ego e o superego às vezes gera conflitos no processo mental que, por sua vez, produz sofrimento ou até mesmo transtornos mentais.
        É fundamental que haja um equilíbrio entre ID, EGO e SUPEREGO, e a psicanálise serve para equilibrar essas forças que estão em constante luta. O objetivo da Psicanálise é trazer luz a verdadeira natureza desses conflitos e bloqueios que são as causas dos transtornos mentais. (Félix Pequeno é psicólogo e psicanalista).

E você age mais pelo id ou pelo Superego? Seu Superego é severo, sensato ou excessivamente permissivo?

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