14 de junho de 2019

Sobre a solidão e solitude

           Félix Elvas Pequeno

“A linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho”. (Paul Tillich-teólogo alemão do século XX.)

               A solidão gera isolamento, sentimento de vazio, de abandono. Ela sempre vem acompanhada de angústia, tristeza, depressão. É mais comum do que se pensa, as pessoas entrarem no processo de solidão, por sentirem-se culpadas por algumas situações ocorridas em suas vidas; por não saberem lidar com as frustrações inerentes a vida; por vergonha; por sensação de fracasso, entre outros... Ao tomar consciência, sozinha ou fazendo psicoterapia, é fundamental reiniciar o caminho de volta, retomando o contato com as pessoas, preenchendo o tempo com atividades em que precise interagir com os outros.
             Já a solitude, caracteriza-se pelo pleno contato consigo mesmo. A pessoa gosta de estar em sua própria companhia, não deixa de aproveitar a vida por falta de companhia, mas também sabe desfrutar dos momentos que está com outras pessoas. A pessoa consegue manter o equilíbrio entre estar consigo e estar com os outros. Solitude, é sentir-se bem quando está sozinha, é gostar e cuidar de si. Podemos ficar sozinhos para por os pensamentos em ordem, pensar na vida, apreciar uma paisagem, ler um bom livro, dançar sozinho,etc. Como dizia ironicamente Balzac, a solitude é ótima desde que você tenha alguém para contar que a solitude é ótima. (Félix Elvas Pequeno é psicólogo e psicanalista). Abraços.

Nenhum comentário:

Postar um comentário