5 de fevereiro de 2019

Sobre a contradição do humano

                  Félix Elvas Pequeno

             Freud disse algo assim: " Não existe uma outra razão no sensível, na intuição, na contradição". Quando um paciente dele relatou um fragmento de sonho, disse: "Dr. Freud eu sonhei que o dia estava chovendo com muito sol". E Freud respondeu: " Não, não se corrija, pois o inconsciente funciona pelo princípio da contradição".
                  Pois é, existe sempre a contradição que pode coexistir com a lógica, com a razão. Sim, existe a contradição e isso não é vulgar, não é errado! Portanto, a lógica não está em posição de entender o homem. O homem é contraditório por natureza. Ele não é uma máquina. O pensamento racional, lógico e matemático só podem compreender os objetos que estão livres de contradição. Mas, como o homem não é um objeto, a contradição é inerente a sua existência, portanto é ridículo compreender o homem como se ele fosse uma equação geométrica, uma fórmula matemática.
                 "O homem é uma estranha mistura de ser e não ser. O lugar dele é entre esses dois polos oposto"(Cassirrer). Sua lei primeira e suprema é a lei da contradição. A contradição é o próprio elemento da existência humana. O homem não é um ser simples e homogêneo! Há determinados comentários sobre como cada um deve ser, se comportar e agir – como se existisse um modelo universal e correto a ser seguido! Pense Nisso! 

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