25 de janeiro de 2019

Sobre a arrogância.

             Félix Elvas Pequeno

                Muitas vezes nos deparamos com pessoas arrogantes, sem humildade e que apenas pensam em seu próprio umbigo, sem se preocupar com ninguém ao seu redor. Elas imaginam que para terem sucesso na vida, não devem olhar para o lado e oferecer ajuda aos que precisam. Nós nunca somos prejudicados por ajudar outra pessoa, pelo contrário, quanto mais fazemos por aqueles em nossas vidas, mais recebemos coisas pelas quais agradecer. 
                Os arrogantes, sempre que são afetados pelo comportamento de outras pessoas imaginam: “elas são burras” ou “por que não conseguem fazer uma coisa tão simples?” Será que estão projetando sobre os outros alguns de seus aspectos indesejáveis, para que não vejam algo sobre eles mesmos que não querem ver? Penso que sim! Sempre que eles apontam o dedo, cheios de razão, ou sempre que tem certeza de que outra pessoa está aquém do seu potencial, deveriam voltar seus olhos para eles mesmos, mas não fazem isso e, geralmente, costumam aprender a lição de maneiras dolorosas, como na fábula de Esopo abaixo.

O Galo e a Águia
Dois galos estavam disputando em feroz luta, o direito de comandar o galinheiro de uma chácara. Por fim, um põe o outro para correr e é o vencedor.O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num canto sossegado do galinheiro. O vencedor, voando até o alto de um muro, bateu as asas e arrogantemente cantou com toda sua força. Uma Águia que pairava ali perto, escutou o canto do galo, lançou-se sobre ele e com um golpe certeiro levou-o preso em suas poderosas garras. O Galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou com humildade livre do galo arrogante.

Moral da História: A arrogância é o caminho mais curto para a ruína e o infortúnio. Devemos permanecer humildes, mesmo em nossas vitórias,e evitar 'cantar de galo', afinal nunca sabemos o que a vida reserva para nós no próximo minuto.

18 de janeiro de 2019

O cientista virou um mito.


Félix Elvas Pequeno

                      (...) e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.” Moto da comunidade científica, segundo mural do Massachusetts Institute of Technology.

"Para os meus filhos Sérgio e o Marcos. Que a ciência lhes seja alegre, como empinar papagaios.” (Rubem Alves).

                      O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento. Este é um dos resultados engraçados (e trágicos) da ciência. Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Informa-se como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós.
                       E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica... O que eu disse dos médicos você pode aplicar a tudo. Os economistas tomam decisões e temos de obedecer. Os engenheiros e urbanistas dizem como devem ser as nossas cidades, e assim acontece. Afinal de contas, para que serve a nossa cabeça? Ainda podemos pensar? Adianta pensar? Antes de mais nada é necessário acabar com o mito de que o cientista é uma pessoa que pensa melhor do que as outras!

(Síntese feita por Félix Evas Pequeno-Psicólogo e Psicanalista, das páginas 11 e 12 do livro de Rubem Alves “Filosofia da Ciência”-introdução ao jogo e suas regras-editora brasiliense, 19ªedição.)

6 de janeiro de 2019

A Empatia é fundamental para a sobrevivência da humanidade.

                 
           
                 Félix Elvas Pequeno           

             O mundo de hoje está cada vez mais dividido e precisa de demonstrações contínuas de empatia, já que essa pode ser uma das forças universais que pode nos unir. A empatia se resume na capacidade da pessoa de se colocar no lugar da outra, procurando compreender seus sentimentos e não julgá-la. Não existe uma "receita" de como devemos lidar com as pessoas. Cada indivíduo é único e essa é a beleza da vida! A linguagem corporal é muito importante na hora de criar laços empáticos, pequenos gestos podem simbolizar o seu nível de empatia para com determinada pessoa. Um sorriso ou um abraço podem ser mais importantes do que qualquer discurso! 
               Ao sentirmos empatia por alguém estamos nos sensibilizando pela realidade do próximo. Isso é essencial para que as pessoas possam se respeitar e aprender a viver com as suas diferenças. A empatia é fundamental para a compreensão e paz geral na humanidade.
       Em um mundo tão individualista e egoísta como o nosso, torna-se extremamente difícil encontrar pessoas empáticas, requer que o egocentrismo seja deixado de lado para dar espaço ao altruísmo, ou seja, ajudar outras pessoas sem intenções egoístas. Gestos empáticos podem ajudar a elevar nosso sentimento de humanidade e tornar o mundo um lugar melhor. (Félix Elvas Pequeno é Psicólogo e Psicanalista). Abraços empáticos aos amigos!
www.felixpequeno.com.br