30 de agosto de 2018

Construa pontes em vez de muros

              Félix Elvas Pequeno

"Que as nossas palavras não sejam usadas para construir muros, mas que elas construam pontes... que nos aproximarão e nos permitirão trocar entendimento, amor fraterno e solidariedade."

             Muitos humanos estão construindo Muros dentro de suas cabeças que projetam nos seus relacionamentos interpessoais, laços sociais, grupos fechados no Facebook, até na própria família, entre tantos outros! Entre os Muros, esses humanos tornam-se paranoicos se protegendo dos outros que estão fora dos seus Muros, pois esses outros são, para eles, perigosos, ameaçadores, assustadores e "fora da casinha". Que tal construir também Pontes dentro das suas cabeças ao invés de Muros? As construções de Pontes serão benéficas, pois as mesmas possibilitarão as passagens do amor, do respeito, da confiança, do compromisso, da lealdade, da cumplicidade, da solidariedade , entre outros.   

              Faço uma sugestão: a partir de agora iremos construir mais PONTES entre as pessoas. Sejamos Pontes que nos unirão sem nenhum tipo de discriminação! Que tal cada um dos amigos, caso deseje, compartilhar e multiplicar essa minha sugestão? Abraços através das Pontes! 

14 de agosto de 2018

Sobre a Timidez

                     
                 Félix Elvas Pequeno

                    A timidez é um sentimento que imobiliza muitas pessoas,impedindo-as-as de ter uma vida mais rica e plena nos relacionamentos sociais. O tímido se retrai e, assim, congela seu afeto. Ele vai cheio de esperanças e expectativas para um lugar, ao encontro de outra pessoa ou mesmo a uma reunião onde trabalha, mas, de repente é invadido por um medo monstruoso de se expor. E o que acontece? É invadido por um sentimento de menos-valia. Fica atrapalhado, engasga, tropeça e fica se sentindo uma pessoinha frágil. Ele tem medo de não agradar às pessoas. Carrega dentro de si um pressentimento de que não vai dar certo, que vai embananar-se todo. Vive fantasias inconscientes de não ser admirado, de não ser correspondido, pois quando criança tinha essas mesmas fantasias de que não era valorizado pelos seus pais quando mostrava suas capacidades. Então foi crescendo e transferindo para outras pessoas aquelas fantasias de quando criança. O medo de se juntar a outras pessoas foi aumentando e o aprisionou dentro de uma concha onde se protege e se esconde. 
                    O tímido tem medo de se entregar ao novo, ao desconhecido. Dentro de sua cabeça, tudo vai acontecer do jeito que ele imagina. Sua mente está cheia de certezas. Ele já sabe tudo o que vai acontecer antes do encontro, portanto, delira e diz: “Se eu for àquele encontro (ou àquela reunião) não vou ser correspondido, não vou me fazer entender, não vou ser capaz”. Pronto, se enfeitiçou. Sente-se incapacitado, um lixo. Ele conta historinhas de monstros e terror para assustar a si mesmo. 
               O que fazer? Quebrar o feitiço. Como? Pensando. O que é pensar? Questionar-se com humildade: “Será que sou profeta ou vidente? Será que tudo o que imagino vai acontecer? Será que eu sei o que se passa dentro da cabeça das outras pessoas, ou estou projetando nelas meus monstros internos? O pensar quebra as fantasias onipotentes, as certezas, o delírio, o feitiço”. Em seguida, após o aprender a pensar, o tímido deve ir em frente, não dá para nascer de novo. “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, portanto, fica aí a proposta para o tímido: “amansar” o bicho, o 'monstro' que habita sua cabeça e que é projetado no mundo externo. Caso não consiga pensar sozinho, procure ajuda na psicoterapia! O filósofo Nietzsche dizia haver encontrado dentro de sua cabeça um bicho assustador, um monstro; mas descobriu que esse “monstro” era brincalhão e sorridente. Pense nisso! 

9 de agosto de 2018

Hipocondria: a doença da imaginação.

                     
Félix Elvas Pequeno

                        A hipocondria é um estado psíquico crônico em que a pessoa crê, sem fundamentos da realidade externa, ter uma doença grave, sentir medo da morte o tempo todo; é acometida por uma verdadeira obsessão com sintomas irrelevantes, mantém uma auto-observação constante do corpo e mostra descrença nos diagnósticos médicos. Inconformados com os médicos que afirmam que elas estão em perfeita saúde, muitas dessas pessoas procuram por outro profissional na busca por encontrar um diagnóstico para o mal que supõem acometê-los. Na melhor das hipóteses pensarão: “quem sabe se a doença não começou depois do último exame?”. Algumas vezes concentram suas preocupações sobre um determinado órgão ou sistema corporal (o coração ou o sistema digestivo, por exemplo) e outras vezes variam alternativamente suas preocupações, as quais podem atingir vários órgãos ou sistemas. Muitos hipocondríacos chegam ao médico trazendo uma pilha de exames que colecionam a longo tempo e demandando outros novos. Diante da afirmativa de que nada têm, sentem-se incompreendidos pelo médico e pelos familiares “que não acreditam” no que eles dizem e ficam ofendidos com a sugestão de que devem fazer psicoterapia.
                           Os hipocondríacos “têm” alguma coisa; só que essa coisa não é física, é da cabeça! Popularmente, costuma-se denominar a hipocondria de “mania de doença”. O hipocondríaco é extremamente centrado em si mesmo (narcisista, em termos psicanalíticos) a ponto de não se atentar para a realidade e não se importar com ela. Isso acontece em diferentes graus para cada paciente. Ele se preocupa exageradamente com a possível presença de doença e geralmente pensa ser portador de sinais e sintomas de várias delas, muitas vezes entrando em pânico por isso.
                          Às vezes, os hipocondríacos apenas sobrevalorizam num sentido negativo e pessimista certos sinais próprios da fisiologia normal como ruídos orgânicos comuns, dormências posturais, tremores constitucionais, etc., ou são sugestionados pelas divulgações de enfermidades pela MÍDIA. Em muitos casos se sentem melhor ao tomar remédios, achando assim estar livres das supostas doenças. Outros hipocondríacos “descobrem” métodos alternativos para “curar” as supostas doenças, os quais também não funcionam, já que elas são imaginárias! Os hipocondríacos gastam muio dinheiro com consultas médicas, exames e remédios, muito mais do que gastariam fazendo psicoterapia! O pior é que muitos médicos sabem disso, mas continuam tratando-os como se de fato fossem doentes fisicamente, por que será?