20 de maio de 2018

DOENÇAS SÃO PALAVRAS NÃO DITAS


           

    Félix Elvas Pequeno

                    Infelizmente, muitos médicos, salvo algumas nobres exceções, medicam antidepressivos e ansiolíticos excessivamente, somente por um enfoque biológico, onde todos os transtornos mentais estão localizados no cérebro. Acontece que o humano é um ser bio-psico-social e os médicos sabem disso! Portanto, é fundamental que os transtornos mentais, também sejam tratados por psicoterapia psicanalítica ou psicanálise, pois os pacientes muitas vezes são dopados e silenciados devido a dosagens excessivas de medicamentos psiquiátricos. A psicoterapia psicanalítica, é o tratamento através da palavra onde os pacientes podem falar livremente o que vem na sua mente sem ser censurados ou silenciados. Os seus conflitos internos e /ou externos (nos laços sociais e familiares) são investigados e trabalhados, através da livre associação de idéias, tornando para o paciente consciente o que até então lhe era inconsciente.
                   Penso que o tratamento combinado (medicamentos prescritos com ética e psicoterapia psicanalítica) seja fundamental para lidar com os sofrimentos psíquicos dos pacientes. Cuidado, uma forte propaganda convenceu muita gente de que a depressão é uma doença como outra qualquer, como quebrar o braço em um acidente ou contrair malária. Essa propaganda de fortes coloridos interesseiros dos laboratórios e da indústria farmacêutica – veiculou a ideia de que você não tem nada a ver com a sua depressão, que os sentimentos são cientificamente mensuráveis e estão no cérebro e, em decorrência, controláveis por excessos de medicamentos psiquiátricos e procedimentos invasivos como ECT (tratamento de choques).
                    Os medicamentos não tratam das causas da depressão e sim dos sintomas. Portanto, é necessário também que a pessoa busque ajuda na psicoterapia psicanalítica para, através das palavras, solucionar os conflitos Inconscientes que estão nas origens da depressão. Não podemos esquecer que o uso de antidepressivos, com ética, é importante e necessário nas depressões severas e em casos de risco de suicídio. “A teoria do desequilíbrio químico do cérebro como a única causa da depressão é uma hipótese que não está comprovada, mas os médicos prescrevem medicamentos, principalmente por causa do "rolo compressor da promoção farmacêutica". É o que diz o Professor Dr. Daniel Carlat- Psiquiatra, Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal, Faculdade de Medicina, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, RS. (Félix, 17/05/2018). Pense Nisso! Abraços

5 de maio de 2018

Um mulherão não precisa de mimim´s (frescuras,etc.)


            Félix Elvas Pequeno

             Nós, mulheres, somos escravizadas por nós mesmas ao nos impor modismos e regras absurdas. Chega dessas concepções que mulherão é ser gostosa, é ser percebida na multidão. Para ser qualquer “ão”, tem que ser especial, fazer a diferença, sem qualquer dieta absurda, sem qualquer padrão imposto por uma sociedade que nos diz que para ser ideal, é preciso ter tantos centímetros disso ou daquilo de acordo com altura. Basta de tantas discrepâncias que levam muitos mulherões a neuroses diversas: emagrecer milhares de quilos em uma semana; comprar sapatos e roupas de marcas sem muita condição financeira; comprar no cartão de crédito em duzentas mil vezes porque está na moda; fazer sexo descartável e ora ficar com um, ora ficar com outro sem afeto, somente indo atrás da pica(pênis), talvez porque falta em nós? 
                Somos um mulherão quando olhamos para o nosso corpo flácido, com estrias, com celulites, alguns pés de galinhas e, mesmo assim, está tudo muito bem, porque são marcas registradas da vida, das experiências, do tempo. Ser um mulherão é se amar por inteira, mesmo se alguns quilos sobram. Ser um mulherão é se sentir gostosa dentro de uma calça de jeans e camiseta, sem precisar usar shortinhos e minissaiazinhas que mais parece um cinto para seduzir, como adolescentes que já fomos no passado. Um vestido novo, uma ida ao salão de beleza, fazer atividade física, comprar o sapato bonito, são necessários também, porém que não seja escravidão imposta, compulsão causada por decepção e solidão, mas que sejam opções para nos sentirmos mulherões de fato. Não há necessidade de unhas e cílios postiços. Não há necessidade de exibir decotes e pernas invejáveis de maneira vulgar, obscena! Não há necessidade de se matar na academia para queimar gordurinhas extras e ficar sequinha. Não há necessidade de cabeleireiro todas as semanas e nem fazer as unhas. Não há nenhuma necessidade, se você não se ama, não consegue se sentir importante para quem está ao seu lado e está vivendo apenas de fachada. 
                   Quer ser um mulherão? Seja você mesma sem qualquer “mimimi” de uma sociedade que te seduz e depois nem te percebe. Seja apenas um mulherão do seu jeito, nem que seja às avessas! O mais importante está nas entrelinhas da sua beleza interior e na delícia de se viver livre e com elegância!! Pense nisso! (Síntese e modificações feitas por Félix em 02/01/2018 do texto de Simone Guerra). Abraços!

4 de maio de 2018

Sobre a projeção

   


       Félix Elvas Pequeno

                  A projeção faz parte de um conjunto de mecanismos de defesa inconsciente introduzidos por Freud e pela sua filha Ana Freud. A projeção tem a função de proteger e defender o nosso eu, das ameaças, e consequentemente reduzir a nossa ansiedade. Quando um indivíduo confrontado com os seus comportamentos, atitudes, sentimentos ou emoções e percebe que são inaceitáveis (por outros ou por ele próprio) ou indesejados, o mesmo individuo atribui tudo isso ou uma grande parte à outra pessoa.Geralmente, no dia a dia, quando estamos falando sobre o outro, inconscientemente (sem nos darmos conta), estamos, também, através do outro falando de nós mesmos! Um exemplo prático é o da pessoa que fala: “você reparou como aquela pessoa é fofoqueira e está sempre falando pelas costas dos outros?”. A pessoa acabou de se mostrar fofoqueira, mas projetou esta característica indesejada no outro. A projeção negativa provavelmente é a mais “popular” porém, também existe a projeção positiva, quando atribuímos a um amigo, vizinho ou colega características que admiramos nele e identificamo-nos com ele. Muitas vezes o que nós vemos nos outros, não é bem o que nós vemos, mas sim o que nós somos!