27 de novembro de 2017

Diferença entre Transtorno Bipolar e Transtorno Borderline( estado-limite ou fronteiriço entre neurose e psicose )

                     

         Félix Elvas Pequeno


                        O diagnóstico de transtorno bipolar se confunde frequentemente com o de borderline. Muitos psiquiatras e psicólogos se "atrapalham" com o diagnóstico de transtorno bipolar porque, agindo assim, a compreensão da situação clínica se simplifica! Há uma dificuldade com o diagnóstico de personalidade borderline, pois é mais exigentes do ponto de vista do tratamento e de evolução complexa e imprevisível. O risco, observado comumente na prática, é o paciente andar de médico em médico, com várias abordagens ineficazes até finalmente encontrar o diagnóstico de borderline. Penso que preferível encarar-se um diagnóstico sério e complicado, do que passar anos a fio sem localizar- se no que de fato ocorre. O transtorno bipolar tem diferenças importantes em relação ao borderline. 
                          O borderline tem perturbação da identidade sempre, não apenas em algumas fases; sua depressão é permeada pelo tédio e pelo vazio durante a maior parte do tempo, não apenas em episódios circunscritos. O comportamento auto-lesivo, as relações instáveis, os esforços para evitar abandono não são características do bipolar fora de fase. O início do transtorno pode ocorrer na adolescência ou na idade adulta. A maneira de agir, do borderline traz um sofrimento enorme tanto para si próprios, como para os que com eles convivem. No mínimo, cinco dos seguintes sintomas são comuns neste diagnóstico, em contextos sociais diferentes: oscilações de humor recorrentes, relações instáveis, impulsividade, gastos excessivos, mentiras, promiscuidade, sexo inseguro, ciúmes patológicos, direção perigosa, abuso de álcool e/ou de substâncias químicas(maconha, cocaína, remédios psicotrópicos, dentre outras), compulsão alimentar, comportamento autolesivo, ameaça ou tentativas de suicídio, ira inapropriada e intensa dificuldade de controlá-la, instabilidade afetiva, um padrão de relações interpessoais instáveis, intensas e de convívio difícil, esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginário.
                              O tratamento do borderline, é predominantemente psicanalítico e com medicações psiquiátricas, principalmente os estabilizadores de humor. Abraços!

                                Fontes de pesquisas que eu, Félix, fiz para escrever o texto acima: Livro "Borderline"- Mauro Hegnberg-Psiquiatra pela USP, Psicanalista pelo Sedes Sapiente, Doutor em Psicologia Clínica pela USP. Livro "Corações Despedaçados"- Ana Maria Beatris. American Psychiatric Association. “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders”. Washington, DC:

                           Entre os casos mais conhecidos de "famosos' diagnósticados como Borderlines estão: Madona, Amy Winehouse, Lady Di, Britney Spears, Angelina Jolie, Hugh Laurie (o famoso Dr. House), Jim Carrey , Woody Allen, Brandon Marshall, Kurt Cobain, Winona Rider e Christina Ricci (a garotinha da família Adams), Clarice Lispector, Elton Jones, Marylin Monroe, dentre outros.

Um comentário:

  1. Muito intrigante esse transtorno, devem ter muitas pessoas nessas condições, sendo diagnosticadas com bipolar, deveria ter mais terapeutas preocupados em evoluir pessoas como você.

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