4 de maio de 2015

Obesidade: Causas Psíquicas

Félix F. Elvas Pequeno

                  Estudos realizados mostram que a maioria dos casos de obesidade são devido a problemas emocionais, problemas de cabeça mesmo. São as pessoas que caem de boca na comida porque estão muito ansiosas, carentes, sentindo-se vazias internamente e muito lesadas na sua auto-estima.
                  A obesidade derruba a auto-estima, provoca constrangimentos, inibições e sentimentos de menos-valia. Enfim, complica a vida de muitas pessoas, deixando-as limitadas e deprimidas.
            Os gordos tentam emagrecer fisicamente: fazem exercícios físicos exaustivos, freqüentam “spa”, malham freneticamente em academias, se submetem a dietas rigorosas, às vezes, frustrantes. Correm atrás de soluções externas para acabar com a gordura, o que ajuda, mas não resolve definitivamente sua obesidade, pois as causas são psíquicas.
            Obesos são altamente gulosos, pois inconscientemente estão fixados na fase oral do desenvolvimento do “Eu”, onde a boca constitui a principal fonte de prazer. A fase oral começa com o nascimento e termina normalmente com o desmame. Há aqueles que não conseguem atravessar essa fase e ficam “amarrados” nela. Não é que a pessoa não se desenvolva, cresça para as fases seguintes. Ela passa, sim, para as demais, porém vai carregando consigo traços dessa fase anterior. Por isso, dizemos que ela se fixa em tal período do desenvolvimento do “Eu”.
            Assim, as pessoas fixadas nessa fase oral tendem a manter a boca como sua região de excitação e, inconscientemente, tendem a se fixar no seio materno como, também, a depender dele. Conseqüentemente, tais pessoas buscam na comida um substituto inconsciente daquele seio materno. Em outras palavras, os gordos são pessoas que cresceram de tamanho, ficaram aquela “coisona”, mas no fundo estão regredidos emocionalmente como um bebê insaciável e dependente da mãe-seio (comidas engordativas).
             O gordo precisa é emagrecer sua mente, abster-se de suas idéias onipotentes, fazer uma dieta mental para então emagrecer fisicamente. Como? Conhecendo-se melhor e tomando consciência dos aspectos inconscientes que o levam à obesidade. Quais aspectos seriam esses? Dentre vários, cito: voracidade excessiva (ânsia impetuosa e insaciável, que excede aquilo de que a pessoa necessita), impulsos autodestrutivos, fantasias onipotentes, carência afetiva, repressão das emoções e sentimentos de inferioridade.
             O que o gordo não sabe é que ele está tomado por um apetite muito grande, não de comer, mas sim de viver, de amar e ser amado. Ele tem fome de uma vida plena e feliz. No fundo, o obeso é uma personalidade rica, bela e com muitos recursos internos. São pessoas grandiosas em qualidades e bondades internas. Mas, infelizmente, o gordo não tem consciência desses recursos internos, buscando-os em comidas “engordativas”. Só lhe interessa o mundo quente de calorias elevadas, quem sabe, como substituto de caloria humana, afeto quente e caloroso.
            O obeso precisa tomar consciência de suas possibilidades e limitações; e conter dentro de si seu bebê voraz, movido, este, por impulso de morte (que muitas vezes vem embrulhado em papel de presente, como comidas deliciosas, gostosas, bonitas, prazerosas, apetitosas, mas sem substâncias nutricionais), entupindo-lhe de gordura que pode provocar enfermidades como infarto, hipertensão, dentre outras.



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