4 de setembro de 2020

Setembro amarelo-mês de prevenção do SUICÍDIO

 

              Félix Elvas Pequeno

          Setembro Amarelo é o mês (de 1 a 30 de setembro) dedicado à prevenção do suicídio. Trata-se de uma campanha, que teve início no Brasil em 2015, e que visa conscientizar as pessoas sobre o suicídio, bem como evitar o seu acontecimento. É nesse mês que no dia 10 se comemora o dia mundial de prevenção do suicídio. Ao mesmo tempo em que há muita discussão sobre o tema e que são organizadas caminhadas, durante esse mês alguns locais são decorados com a cor amarela. Assim, já foram iluminados de amarelo o Cristo Redentor, o Congresso Nacional, a Catedral e o Paço Municipal de Fortaleza, entre outros. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 32 pessoas se suicidam por dia no Brasil, o que significa que o suicídio mata mais brasileiros do que doenças como a AIDS e o câncer. 

            O assunto é envolto em tabus, por isso, a organização da campanha acredita que falar sobre o mesmo é uma forma de entender quem passa por situações que levem a ideias suicidas, podendo ser ajudadas a partir do momento em que as mesmas são identificadas. As situações que levam a esse fim podem surgir de quadros de depressão, bem como do consumo de drogas. É por isso que “Falar é a melhor solução” é o slogan da campanha, cujos envolvidos na sua organização acreditam que conscientizando as pessoas podem prevenir 9 em cada 10 situações de atos suicidas. Origem do Setembro Amarelo. 

             O Setembro Amarelo começou nos EUA, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como "Mustang Mike". Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte. No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro deles tinha a mensagem "Se você precisar, peça ajuda.". A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio. Em consequência dessa triste história, foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio, o laço amarelo. 

           Se pensar em suicídio busque ajuda. É importante que as pessoas que estejam passando por momentos de crise busquem ajuda. O ideal é um acompanhamento psicológico, além do apoio da família e dos amigos. Para isso, é essencial que as pessoas consigam falar sobre o que sentem. Se você estiver com sérios problemas e chegar a considerar o suicídio, pode procurar ajuda entrando em contato com o Centro de Valorização à Vida (CVV). Esse é um projeto que fornece apoio emocional e prevenção do suicídio. Através de telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias da semana, eles atendem de forma voluntária e gratuita todos que precisam conversar. O serviço é totalmente sigiloso.

O site do CVV é www.cvv.org.br.

(Síntese feita por Félix Elvas Pequeno Psicólogo e Psicanalista).Seja solidário, COMPARILHE.....

www.felxpequeno.com.br




25 de agosto de 2020

Do renascer


Félix Elvas Pequeno

Sempre é doloroso renascer. Vou citar o exemplo da borboleta – para se tornar borboleta esta passa por várias fases para, então, chegar ao casulo e se tornar borboleta – o casulo, então, é a fase final para a metamorfose e a libertação do voo da borboleta. Mas volte o olhar para trás e pergunte a si mesmo: foi tão penoso o percurso? É possível que sim. Mas se não atravessar a sua dor de existir – não terá sido tão bela a sua história de reconhecimento. Renascer é libertar-se e voar sobre o horizonte infinito...

25 de julho de 2020

Psicoterapia não é só bate-papo

     Félix Elvas Pequeno

        A ideia de que “psicoterapia é só bate-papo” é tão simplista e tão afastada da realidade. Sim, a maior ferramenta na psicoterapia é a fala, mas o que acontece na sessão é muito mais que conversa. Sim, a maior potência do trabalho em psicoterapia reside no vínculo entre o profissional e o sujeito, mas o psicoterapeuta não é um amigo, não compartilhamos TUDO, tudo mesmo, com um amigo, não é mesmo?! Muitas vezes nem sabemos o que está “lá”. 
         A psicoterapia é um trabalho de construção: a parceria, acolhimento, ausência de julgamentos, a escuta qualificada com ética e privacidade são os materiais para aquele que busca ajuda para erguer seu caminho de autoconhecimento, amor próprio e conforto em ser quem é. O psicoterapeuta estuda MUITO, de maneira formal e na sua própria psicoterapia para afinar cada vez mais a capacidade de ouvir as mensagens por trás do discurso, interpretar, questionar o que precisa e propor novas alternativas de pensamentos, comportamentos e manejo de emoções. 
          Um bom processo psicoterapêutico é bem mais intenso, afinado e verdadeiro que muita amizade por aí !!  O Psicoterapeuta escuta as pessoas e fala com elas e se interessa por suas criações, seus sonhos, livros, filmes, poemas, sintomas. O material revelado pelo analisando e as associações que ela faz com base nisso permitem a ele acessar o próprio inconsciente, seus fantasmas e se entender melhor. 

30 de junho de 2020

Sobre ser amigo de si mesmo

         Félix Elvas Pequeno      

           Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições da mente. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam. 
          Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor. “Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza”. É uma frase genial. O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende. Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades. Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. 
           Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto “ser amigo de si mesmo”. 
            Por fim, pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha “sou rebelde porque o mundo quis assim”. Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância. Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um psicoterapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu o filósofo Sêneca cerca de 2.000 anos atrás: “Perguntas-me qual foi meu maior progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo" 



7 de junho de 2020

Sobre pensamentos catastróficos

        Félix Elvas Pequeo
        
            A catastrofização mental, é quando você aumenta a intensidade de certos fatos, por exemplo, transformando uma dor de cabeça em futuro tumor no cérebro, uma rinite alérgica num Coronavírus, um filho não lhe ama mais porque esqueceu de passar um WhatsApp no final de semana, etc. Os pensamentos catastróficos pode provocar medos, ansiedade incontrolável, isolamento, fracasso, desilusão, etc. Inconscientemente, a catastrofização mental ocorrem naquelas pessoas que estão com fortes sentimentos de auto-perseguição, de culpa e de idéias de ruínas. 
             Tais pessoas sofrem com histórias que nunca se realizam. Penso que pessoas invadidas por pensamentos catastróficos, devem procurar ajuda fazendo Psicoterapia. " Pensar bem é uma excelente forma de estar bem".( W. Bion)

2 de junho de 2020

Sobre a normopatia

     Félix Elvas Pequeno

             A normopatia é um termo que demonstra que não há nada mais anormal do que uma obsessão por ser normal, por ser exatamente como os demais.
            Não somos moldes. Não somos obrigados a ser como os demais, a nos misturarmos na multidão como um torrão de açúcar se dissolve em uma xícara de café. Nossa individualidade nos faz únicos e valiosos. No entanto, nos dias de hoje estamos sendo muitas vezes testemunhas – ou até mesmo vítimas – de uma normopatia muito marcada. Ou seja, uma necessidade quase obsessiva de ser como o resto, fazendo com que frequentemente nos tornemos objetos dentro de uma sociedade claramente material.
            Poderíamos dizer que esse fenômeno não é novo. E claramente não é. No entanto, escritores e psicanalistas, entre eles Christopher Bollas, afirmam que o impacto da tecnologia está mudando o nosso pensamento, e inclusive a nossa personalidade. O que vemos na tela do nosso celular ou de um computador, por exemplo, tem um impacto imenso e avassalador em quem somos. Em seu último trabalho, Bollas, uma referência dentro da teoria psicanalítica moderna, busca nos advertir de um aspecto muito específico. 
            Ao nosso redor habitam um grande número de normopatas. São pessoas que não aprofundaram em nada a sua própria identidade, que não trabalharam nem um pouco em direção ao autoconhecimento e que vivem somente com um objetivo: conseguir validação social. Essa meta envolve também deixar de lado a própria individualidade e tentar se encaixar, à força, no que os outros entendem como normal. Ou seja, ocorre a tentativa de imitar quase obsessivamente o que as outras pessoas fazem, dizem ou pensam dentro dos seus grupos e das redes sociais, do whatsapp ou de um círculo determinado, frequentemente fechado, de amigos ou de uma comunidade. Se fazem isso, essas pessoas obtêm um pouco de equilíbrio e tranquilidade psicológica. 
              Sair da norma, não poder se encaixar nesse molde inventado e impossível, traz para quem sofre de normopatia inevitavelmente um grande sofrimento. Além disso, em todo normopata habita também um sentimento perpétuo de melancolia, de vazio existencial. É a marca evidente de uma mente que não se atreveu a cortar o cordão umbilical, que não conseguiu desenvolver sua valiosa personalidade de maneira individual.

"A normopatia é o impulso anormal por uma suposta normalidade.”-Christopher Bollas-

Resumo feito por Félix Elvas Pequeno Psicologo e Psicanalista
www.felixpequeno.com.br

Da Psicanálise

          
          Félix Elvas Pequeno

          O humano está mais aberto a se autoconhecer e enfrentar seus sofrimentos psíquicos: "as pessoas fazem análise e não acham que estão loucas por causa disso." A Psicanálise dá espaço para que os pacientes possam falar. Quando chega um paciente na análise, normalmente é alguém que já está desconfiado que os seus sofrimentos, também, tem a ver com ele mesmo. A Psicanálise é uma lupa, é como um microscópio da mente humana.