12 de maio de 2019

Sobre a ditadura da magreza

   Félix Elvas Pequeno             

               Vivemos em uma sociedade doente, em que os padrões de beleza são muito definidos, especialmente para as mulheres. Se você não for magra, sem rugas e com aparência de atriz de cinema, raramente sentir-se-á incluída em determinados grupos sociais e especialmente na mídia, que muitas vezes insiste em ignorar a grande variedade de beleza que existe no mundo, priorizando apenas a convencional. 
                  Essa grande diferenciação que existe entre as mulheres pode ser muito cruel, e é a causa de condições como depressão, ansiedade, bulimia, anorexia e muitas outras. Muitas mulheres tentam se encaixar nos padrões, seja para conseguir aceitação, um bom trabalho ou até mesmo um relacionamento, e nessa busca se perdem de si mesmas, esquecendo-se de que o seu valor vai muito além de aparência, está na alma, nos valores e na maneira como escolhem viver suas vidas.
                   Beleza não tem nada a ver com os padrões que nos são impostos, mas sim com essência, amor e respeito. Penso, que as mulheres devem se amar e ser felizes do jeito que são, sem a ditadura da magreza. Mulheres, vocês são lindas e brilham exatamente como são...(Texto de Félix Elvas Pequeno-Psicólogo e Psicanalista, inspirado no artigo de Luiza Fletcher). Abraços...

11 de maio de 2019

COMO UMA ONDA

             
            Felix Elvas Pequeno

Nada do que foi será. De novo do jeito que já foi um dia.
Lulu Santos

Como Uma Onda

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre

Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

            A música de Lulu Santos continua viva e atual.

            A vida vem em ondas, e em muitas outras ondas como o mar... É como ciclos e cada ciclo,tem seu valor, seus ensinamentos e seus encantos. Do que adianta ficar dando voltas, achando que uma fase de sua vida vai voltar, achando que aquela pessoa vai voltar? É uma canoa furada, viver no presente mas sentindo falta do passado. O que há de vir, virá a seu tempo e na sua hora!
             Não perca o seu precioso tempo do presente, remexendo no passado e antecipando o seu futuro. É "caminhando e cantando" que a vida segue... E amor também! Às vezes se ganha e às vezes se perde! Por isso, aprenda a conviver com as perdas e com os ganhos. M Rasgue os papéis velhos, viaje, faça novos amigos, jogue fora os presentes desbotados, dê suas roupas e seus livros que não usa mais…Você já não é mais a mesma pessoa de ontem, não é? Veja quantas transformações você fez na sua mente. Veja como você ficou experiente e responsável! Vire a página, mude o disco!
              Encerre o ciclo! Você não precisa ser sempre a mesma pessoa. Porque a vida esta sempre em movimento, como as ondas do mar... É fundamental lembrar sempre que nada, nem ninguém é indispensável. Mas você é indispensável e imprescindível.Então merece viver uma bela vida. Escute a música abaixo e pense, pensar é fazer transformações dentro da cabeça e fora dela...(Félix Elvas Pequeno é Psicólogo e Psicanalista). Abraços..



2 de maio de 2019

SOBRE A PERDA DE IDENTIDADE

             Félix Elvas Pequeno           

 O Tolo na Cidade Grande
“Um tolo chegou a uma cidade muito grande e ficou confuso com o grande número de pessoas na rua. Com medo que adormecesse e despertasse novamente, não encontraria a si mesmo no meio de tanta gente, amarrou uma cuia na perna para se identificar. Um brincalhão, sabendo o que o tolo tinha feito,esperou que ele adormecesse, removeu a cuia e a amarrou na sua própria perna. Depois, também se deitou no chão ao lado do tolo e adormeceu. O tolo despertou primeiro e viu a cuia. A princípio, pensou que esse outro homem deitado ao seu lado devia ser ele. Depois, atacou-o gritando: “Se você é eu, então quem, pelo amor de Deus.... quem sou eu e onde estou?"(história de um mestre Dervixe)
                     Na história acima, o tolo pode ser o nome dado ao homem que perdeu sua identidade, portanto não mais se reconhecia, ficou confuso e não sabia quem era. Penso que sem identidade não se é. Você tem que ser, isso é que é importante. Ter identidade, é fundamental para se diferenciar do outro e você construir sua própria singularidade. Na contemporaneidade, muitas pessoas buscam sua identidade não naquilo que são, mas no que consomem e exibem. Quando você descobre a sua identidade, logo aparece em si sua verdadeira face... (Félix Elvas Pequeno é Psicólogo e psicanalista). Abraços!
“Não precisas que ninguém te diga quem tu és ou o que és. Tu és aquilo que és.” (John Lennon)

28 de abril de 2019

Por que o homem,em geral, não suporta regeição?

              Félix Elvas Pequeno

            Durante os primeiros meses de vida de uma criança, a mãe se torna um objeto de conhecimento e de desejo. É por meio dela que a mesma tem contato com outras pessoas e com o mundo. Esta relação entre mãe e filho(menino) durante os primeiros meses é um tipo de simbiose natural, na qual a criança necessita da mãe para sua sobrevivência e vai se desligando e deixando, gradativamente, de depender da genitora. 
               Em algumas relações, a mãe se comporta de maneira a superproteger o filho e não permitir o seu desenvolvimento natural. Este comportamento é considerado uma dependência simbiótica doentia. Mãe e filho formam uma relação simbiótica durante a infância. O homem tem de fazer um grande luto para sair do amor materno e criar laço com outra mulher.
                 Muitos não fazem esse ,percurso, ficam “casados” com a mãe até morrer. Viram um dom-juan ou escolhem romances fadados ao fracasso para que, inconscientemente, continuem na parceria imaginária mãe-bebê. Você conhece homens assim?(Félix Elvas Pequeno é Psicólogo e Psicanalista). Abraços...
www.felixpequeno.com.br

27 de abril de 2019

Minha Vida (Não) é Um Tédio

Félix Elvas Pequno

A sensação de vazio entediante que faz a existência parecer uma sequência estéril de dias sem qualquer sentido tem a ver com a falta de “criatividade psíquica”, que destrói a imaginação e o interesse real pelas coisas da vida.

* Marion Minerbo

                    Todos nós nos entediamos em situações específicas como passar horas no trânsito, num aeroporto, ou em uma festa em que não conhecemos ninguém. Mas o tédio que interessa ao psicanalista é aquele ligado à sensação crônica de vazio existencial: a pessoa sente que a vida não tem sentido, nada é vivido como significativo nem parece valer a pena. A vida é uma sequência estéril de dias e a pessoa não sabe o que fazer consigo mesma. Há um sentimento penoso e estranho de que o eu é construído artificialmente “de fora para dentro”, e não “de dentro para fora” com experiências genuínas, verdadeiras, com lastro.
                     O tédio costuma ser confundido com a depressão, mas são vivências diferentes. Na depressão o sentimento é de perda e de tristeza: havia algo que iluminava a existência, e este algo foi perdido. O deprimido não se sente vazio, mas “cheio de tristeza”, o que pode ser uma reação muito saudável diante de uma perda. Ele continua sonhando em recuperar aquilo que perdeu, enquanto o problema do entediado é que ele não sonha com nada. O mesmo afeto também costuma ser confundido com uma insatisfação com a vida. Até certo ponto, ela é positiva porque pode ajudar o insatisfeito a mudar de vida. Já a pessoa entediada vive um simulacro de vida. Ela ainda não conseguiu criar uma vida própria “de verdade”. Se “mudar de vida”, provavelmente em pouco tempo voltará a se sentir entediada.
                        Para não sofrer de tédio, muitas pessoas se lançam em atividades frenéticas, ou ao contrário, desligam-se dormindo muito. Podem usar drogas, ou então parasitar a vida dos outros. Celulares e redes sociais podem ser usados para disfarçar a sensação de vida vazia e sem sentido. (Note, porém, que esses mesmos estímulos podem ser usados de modo muito criativo). Quando, por qualquer motivo, esses recursos não estão disponíveis, o tédio se agudiza. Isso porque eles funcionam como “acompanhantes” que dão uma sustentação psíquica no tempo e no espaço. Quando faltam, a pessoa se sente largada de repente: ela cai e se esborracha brutalmente no vazio.

                         É a falta radical de criatividade psíquica que mata a imaginação e o interesse pelas coisas da vida, originando o vazio e o tédio. Criatividade, aqui, não tem nada a ver com ser artista ou descobrir soluções criativas para problemas. Trata-se da capacidade de criar algum sentido para a vida, de acreditar em um motivo para sair da cama cada manhã. Uma criança com um desenvolvimento psíquico normal não se entedia, pois é capaz de pegar qualquer coisa, uma tampinha de garrafa, e imaginar uma brincadeira com aquilo. A criatividade é a função psíquica mais importante porque “ilumina” nossas vidas. E então qualquer coisa pode se tornar interessante, envolvente e valiosa.

* Marion Minerbo é psicanalista, analista didata e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Autora dos livros Neurose e Não-Neurose (Ed. Casa do Psicólogo), Transferência e Contratransferência (Ed. Casa do Psicólogo) e Diálogos sobre a clínica psicanalítica (Ed. Blucher), que será publicado no início do segundo semestre.

Sobre o Bode expiatório(Ovelha Negra)

 Félix Elvas Pequeno

                  O termo, bode expiatório ou ovelha negra, é popularmente usado em referência a alguém, geralmente o mais fraco ou o mais sensível, que foi injustamente escolhido para carregar, sozinho, a culpa por todos os malfeitos de uma situação, embora não seja responsável por nenhum deles. Em muitas situações, sabemos que uma pessoa inocente pode acabar sendo acusada e punida por algo que não fez ou não teve responsabilidade direta. Antes que sua inocência seja provada, as pessoas o repudiam, zombam e insultam sem, nem mesmo, saber das verdades por detrás dos fatos. 
                   Na sociedade atual, os grupos utilizados como “bode expiatório” são aqueles selecionados para carregar o sentimento de culpa. Por exemplo, culpar os gays pela destruição da família, culpar as mulheres pelos estupros, culpar os negros pelo racismo, culpar os índios pelo seu genocídio, entre tantos outros... “Nas relações humanas, certas pessoas têm a necessidade de apontar o dedo para o “bode expiatório,” porque é mais fácil culpar terceiros, por não entender ou não saber lidar com suas frustrações e decepções, responsabilizando os outros no ponto de vista moral e psicológico Nesse sentido, pais culpam os filhos pelas brigas na família, maridos culpam as mulheres pela falta de afeto no casamento, etc...
                     O “bode expiatório” é a transferência do sentimento de culpa, que se constitui em um ato irracional e ilusório que são transferidas de maneira inconsciente ou consciente para outras pessoas. O “bode expiatório” é a pessoa ou grupo delas, onde  todos os pecados são projetados...  (Félix Elvas Pequeno é Psicólogo e Psicanalista). Abraços...

Sobre o Bode Expiatório (Ovelha Negra)