1 de setembro de 2019

Autossabotagem


Félix Elvas Peqeuno

Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva e Dr Alex Rocha debatem sobre autossabotagem. Há muitas pessoas que se Autossabotam e não tem consciência disso, O vídeo acima é muito esclarecedor. Abraços.

26 de agosto de 2019

A criança mimada, será um adulto dentro da zona de conforto

               Felix Elvas Pequeno

        Quando você protege excessivamente, satisfazendo todos os caprichos e vontades do seu filho, você o mima e o deixa limitado psicologicamente! Mimar seu filho, irá torná-lo um adulto tolo, inseguro nos relacionamentos, dependente e com baixa tolerância às frustrações... O mimo do filho impede-o de sair da zona de conforto. A zona de conforto é como uma bolha na qual você se resguarda para que tudo siga igual. Não sair da zona de conforto é praticamente renunciar à vida e ao crescimento emocional. Fica dentro dela, vegetando, enquanto os anos passam e sua vida se empobrece cada vez mais.
       Sair da zona de conforto é dar vez a sua criatividade e a sua inteligência para que elas se manifestem. Quando você começa a voar por conta própria, se torna o arquiteto da sua vida e o único responsável pela sua felicidade. Existe um mundo cheio de possibilidades para além do que você conhece. A vida se expande, quando tem coragem de romper com a zona de conforto que te causa estagnação. Sair da zona de conforto permite aproximar-se de novas formas de olhar sua vida... (Félix Elvas Pequeno é Psicólogo e Psicanalista).Abraços.

www.felixpequeno.com.br

18 de agosto de 2019

A Psicanálise não promete um "Jardim de Rosas"

            Félix Elvas Pequeno

     Imagine que você tem uma casa-mental que começa a dar problemas e precisa de reformas ou reconstruídas. Há um mar de tantas outras terapias que farão a reforma da casa-mental. Mas, a psicanálise, é para quem acha que toda casa-mental deve ser destruída e re-erguida desde a base! Sim, acho melhor tentar, aos poucos, desconstruir tudo e re-construir de novo. Tudo o que quero é dar a palavra à pessoa, ao inconsciente, lembram-se: "a Psicanálise é o tratamento pela palavra" (S. Freud). 
     Penso, que os Psicanalistas, éticos, não devem competir com “terapias” com as suas abordagens "terapêuticas" sedutoras, que buscam a eliminação das angústias, dos sintomas. A Psicanálise ao contrário, humildemente, considera que os sintomas e angústias têm um sentido e função, e a pessoa não deve fugir da angústia, pois ao invés de paralisante ela passa a ser o motor da invenção responsável, e é através dela que a pessoa pode crescer emocionalmente. 
      A psicanálise não tem a pretensão de resolver os conflitos humanos num "lava rápido"; é incompetente para deixar as pessoas tranquilas. Ela não promete uma felicidade total. Não considera, inclusive, que haja desenvolvimento pessoal sem sofrimento psíquico! A Psicanálise não é um tratamento milagroso e não promete um “jardim de rosas”...  (Félix Elvas Pequeno é psicólogo e psicanalista ). Abraços!

14 de agosto de 2019

Os diferentes transtornos de ansiedade


              Félix Elvas Pequeno

           A ansiedade patológica pode se manifestar de diversas formas. As mais comuns são: - Fobias: fazem parte do grande grupo dos transtornos ansiosos, mas tem a característica de que o indivíduo consegue localizar aquilo que gera o desconforto. Quem tem medo de ratos, se colocado em um ambiente cheio desses animais, poderá desencadear uma crise de pânico. Do mesmo modo que, se uma pessoa não gosta de falar em público, por não gostar de estar exposta a pessoas desconhecidas e ter medo da reação dessas pessoas, outros indivíduos podem ter muito medo de estarem sozinhos em lugares fechados ou em lugares onde a fuga é mais difícil, ter uma crise e não ter como ser ajudado (agorafobia), que geralmente acontece após a pessoa ter algumas crises de pânico.
        - Transtorno de pânico: é um quadro em que a pessoa é tomada por ataques de medo súbitos, em que começa a ter taquicardia, sudorese, ondas de frio e calor, sensação de falta de ar, de opressão ou aperto no peito, mal-estar gástrico, vômitos, diarreia, vertigens e tonturas. Pode ainda ter a sensação de morte ou tragédia iminente.
         - Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): é caracterizado por uma preocupação excessiva sobre situações rotineiras, mas, que a pessoa sempre antecipa com finais catastróficos. "A pessoa vai dormir com a sensação que algo vai dar muito errado. Muitas vezes, ele nem sabe o porquê mas ele tem essa sensação: preocupações realistas ou excessivas, mas, principalmente incontroláveis. O TAG é acompanhado de sensações físicas como tensão muscular e os mesmos sintomas do transtorno do pânico só que em ondas não em crises.
        Como a ansiedade é tratada? A orientação é procurar ajuda de um psicólogo para fazer psicoterapia.

16 de julho de 2019

Ser diferente é normal

          Félix Elvas Pequeno

              Atualmente vivemos como autômatos, parecemos ter perdido a espontaneidade, a capacidade de sentir e se expressar direta e criativamente. Nossa existência é programada pelo grande computador que é o nosso sistema sociocultural e, assim sendo, desistimos da liberdade de pensar por nós mesmos e deixamos de fazer nossas próprias escolhas. Estamos perdendo a nossa singularidade, matando os nossos desejos e realizando os desejos dos outros. Não podemos falhar, pois nos é exigida a perfeição e nossas dificuldades são classificadas como defeitos.
              Vivemos uma ilusão de querermos ir alem das nossas limitações e das nossas possibilidades, sendo incentivados à buscar sempre o excesso. É nesse sistema alienante e perverso, onde somos estimulados a sermos sempre iguais, alegres e maníacos e, se apresentarmos atitudes fora dos comportamentos "normais" somos vistos como inadequados e inadaptados e, então, ficamos estranhos à maioria; viramos o diferente.
          Basta de tolice! Assuma seu direito de ser diferente sem culpa, de não caminhar com o rebanho, de viver da forma que escolheu conscientemente, sem seguir convenções, sem fazer o que esperam os outros. Seja realmente livre e feliz do seu jeito. Vá em frente, pois ser diferente é normal. Deseje ser amada(o) por ser como é!(Félix Elvas Pequeno é psicólogo e psicanalista). Abraços.

14 de julho de 2019

A depressão, também é um sintoma de uma sociedade perversa

Félix Elvas Pequeno

        A moral social contemporânea no dia a dia, perversamente, cobra das pessoas a alegria, a euforia e a felicidade constante, como? Nas capas de revistas; nas redes sociais; na mídia; no sucesso profissional; num corpo perfeito; na viagem a um lugar paradisíaco; na casa dos sonhos; no status; na riqueza, entre outras... Tais experiências são “vendidas” como verdadeiros caminhos para a felicidade, algo que só dependeria de você. Mas esse tipo de discurso acaba sendo uma grande armadilha: “Se ser feliz só depende de mim, e eu não sou, logo eu falhei.” E muitas pessoas não conseguem, se deprimem.
    Há uma dívida generalizada, das pessoas contemporâneas, de estar em sintonia com essa euforia, que lhe é exigida por essa sociedade perversa! Então elas, quando sofrem, não apenas daquilo que a fazem sofrer- uma perda amorosa, uma morte na família, o desemprego, entre outros sofrimentos psíquicos; mas ainda mais, de culpa por não conseguirem a felicidade constante que essa sociedade lhe cobra! 
      Deprimidas, as pessoas vão há um médico (psiquiatra ou não), que prescreve remédios antidepressivos que ajudam, mas atuam nos sintomas e não nas causas. Que “remédios” devem ser prescritos para as causas de uma sociedade doente? Construir sua singularidade, se reiventar e não aceitar as cobranças de alegria, de euforia e de felicidade constante, que são feitas por essa sociedade perversa, doente... (Félix Elvas Pequeno é Psicólogo e Psicanalista). Abraços!


Sobre a hospitalidade do outro

          Félix Elvas Pequeno 

        Geralmente a convivência com o outro, passa por um referencial de egoísmo. Penso que podemos aprender a receber o outro na nossa “casa mental”. Saber acolher o outro dentro dela, mesmo que ele seja completamente diferente de nós, mas que possamos encontrar, nessa diferença, uma marca de humanidade para acolhe-lo. 
          Precisamos olhar para o outro como alguém que merece afeto, cuidado e respeito, acima de tudo. Saber conviver com o outro, que não tem nada em comum conosco e hospedá-lo com amor dentro da nossa “casa mental”, vai implicar numa responsabilidade para com o outro. Não é fácil, mas, se desejar, tente! (Félix Elvas Pequeno é psicólogo e psicanalista). Abraços nos outros, diferentes de mim...